quinta-feira, 9 de junho de 2011

MÚSICA E MEIO AMBIENTE

            “Água mole em pedra dura, tanto bate até que molha tudo!”

             É com essa frase que começamos mais uma postagem de A GEOGRAFIA ESTÁ NA MÚSICA. Ai eu pergunto para vocês, queridos leitores: Qual a importância desta semana para nós? Não, não é a despedida de Ronaldo, o fenômeno, nem a vitória do Vascão na Copa do Brasil. Mas sim, a semana do Meio Ambiente. Isso mesmo, estamos na semana em que devemos nos preocupar com nossas ações e suas consequências “para com” (sempre quis escrever isso) o meio ambiente.


              Este que vos escreve, apesar de futuro geógrafo, esqueceu-se desta semana, mas quisera forças superiores que Cleide, a cereja do bolo, estivesse no nosso grupo para lembrarmos de tal fato. Ela possui a habilidade de conciliar dois cursos, e ainda arrumou um tempo para pesquisar e apresentar uma letra de música relacionada com o tema desta semana. (Palmas para Cleide)!

            Representando o nosso Nordeste brasileiro, esbarramos na figura de Luiz Gonzaga. Cantor famoso pelas mais variadas músicas de xote, típicas da região (tirando a Bahia é claro). Ele presenteia nossa semana com o Xote Ecológico, misturando pinga com meio ambiente. A combinação disso está aqui em baixo. Vejamos a letra:

“Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra está morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava aqui?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está?
Poluição comeu
Nem o Chico Mendes sobreviveu.”



            Se ainda há ou não pinga da boa nós não sabemos. O fato é que Gonzaga foi muito feliz em colocar de forma simples um tema tão complexo em uma de suas músicas. Não se teria música melhor para postar do que essa. Além de denunciam os males da poluição, ele homenageia Chico Mendes.

            Chico Mendes nasceu no Acre, onde começou a luta como defensor da floresta. O ambientalista tornou-se líder sindical, e tão logo lutou pela posse de terra contras os grandes proprietários. Ele surge como um símbolo de proteção da floresta Amazônica, e com isso ganha o estrangeiro para denunciar a devastação da floresta. E ai surgiam suas primeiras ameaças de morte, bem como o título de atraso para o Acre. Chico conseguiu vencer grandes batalhas em favor dos seus princípios. Isso fez crescer o número de ameaças. Ele procurou a polícia denunciou as ameaças, deu nomes, pediu ajuda e nada aconteceu. Chico, aos 44 anos, foi assassinado na porta de sua casa.

             Não nos venha com esse papo de que o Aquecimento Global isso, o Aquecimento Global aquilo. Pelo amor que vocês leitores têm pela Geografia (sei que não é muito, mas faz uma forcinha ai) entendam “Dilma” vez por todas que o homem não está produzindo gás Carbônico e que Chuvas, ou Estiagens não são provocadas por este. Então qual é o problema envolvendo o tal gás? A sim, o problema é o seguinte, o carbono está presente em todos os elementos orgânicos. Ele passa por um ciclo, esse ciclo se dá pela liberação e absorção do carbono. Vamos entender então o problema dos combustíveis fósseis. O petróleo, por exemplo, é o resultado da decomposição orgânica de organismos que foram cobertos por sedimentos. Esses sedimentos aprisionam o produto da decomposição, bem como o carbono nele presente.

             Então esse carbono, que ficou milhares de anos “aprisionado” agora é liberado, de novo, na atmosfera. E é ai que está o problema dos combustíveis fósseis. Não estamos jogando mais carbono na atmosfera, só estamos repondo o carbono na atmosfera. Não estamos querendo dizer que isso é bom, muito pelo contrário, só é importante ressaltar que ninguém está “produzindo” carbono e que ele causa o aquecimento global.

            Já que o tema é meio ambiente, há a necessidade de se pensar em atitudes que podem minimizar a degradação dele. Coleta seletiva, tratamento de esgoto, investimento em transportes coletivos, apoio a empresas ecologicamente corretas. Enfim, uma gama de ações que podem ajudar a conservar o meio em que vivemos.

              Galerinha essa foi mais uma postagem bem sucedida. Agradecemos a preferência e a audiência. Esperamos vocês na semana que vem, neste mesmo blog, na mesma quinta-feira. É um prazer inenarrável escrever para vocês. BLOG “A gente se liga em você”.


             O Leitor Felippe diz que não faz coleta seletiva porque acha que os tambores são na verdade integrantes da banda RESTART. Resposta. Cuidado, podem ser os Teletubbies. Murilo diz que o Blog está bom, mas confessa que ainda não leu nada. Júnia diz que gostaria de saber por que só homens participam do Morde e Assopra. Resposta. Agora não é mais assim.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PRODÍGIOS DA MÚSICA


Nosso blog não é o Iraque, mas também está bombando. É com essa frase que começamos mais um dia de interpretações das mais variadas músicas brasileiras. Hoje separamos uma especial. Recebemos muitos recados perguntando se nosso grupo era baiano, pelo fato de que, até então, só analisamos músicas de axé. Ora, querido leitor, somos tão ecléticos a ponto de postarmos hoje sobre a “ex-dupla” Sandy e Junior.

Não é segredo para ninguém que a dupla que o Brasil viu crescer se desfez. Agora é cada um por si, Chitãozinho e Xororó por todos. Hoje o Junior toca em algum lugar, e a Sandy faz show solo em outro. A claro, além de cantora, Sandy agora é garota propaganda de cerveja, a Devassa. Não estamos recebendo nada por isso, mas fica ai a merchandagem. Agora sim as vendas dispararam, a menininha que tinha o mesmo corte de cabelo do seu irmão, agora é símbolo nacional da marca Devassa. Isso sim é que é propaganda.

Mas vamos direto ao assunto porque este não é um blog de fofocas. Nossos queridinhos, depois de crescidos, nos presentearam com a música As Quatro Estações. Eles cantam sobre elas, mas não as explicam. E é ai que nós entramos... E entramos com tudo. Antes, vejamos a letra:

“A noite cai, o frio desce
Mas aqui dentro predomina
Esse amor que me aquece
Protege da solidão
A noite cai, a chuva traz
O medo e a aflição
Mas é o amor
que está aqui dentro
E acalma meu coração
Passa o inverno, chega o verão
O calor aquece minha emoção
Não pelo clima da estação
Mas pelo fogo dessa paixão
Na primavera, calmaria
Tranquilidade, uma quimera
Queria sempre essa alegria
Viver sonhando, quem me dera
No outono é sempre igual
As folhas caem no quintal
Só não cai o meu amor
Pois não tem jeito, é imortal
No outono é sempre igual
As folhas caem no quintal
Só não cai o meu amor
Pois não tem jeito, não
É imortal
Uh, uh, uh, uh, é imortal”

Confesso que choramos quando ouvimos essa música juntos. Que poesia não? Porém, entretanto, todavia, não estamos aqui para falar de Literatura. Com a gente o buraco é mais embaixo. Então vamos entender o porquê de tudo isso.

As Estações do Ano ocorrem devido ao movimento aparente do Sol. Esse movimento é caracterizado pelo “deslocamento” que o Sol faz variando entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. É importante ressaltar que esse movimento é aparente, porque não é o Sol que se movimenta. Esse deslocamento se dá, pelos movimentos de rotação da Terra, bem como a sua inclinação.

O Sol estaciona em quatro posições diferentes, elas determinam o início e o fim das estações do ano. Quando ele se encontra perpendicular sobre o Trópico de Capricórnio, isso ocorre por volta do dia 22 de Dezembro, começa ai o Solstício de Verão com a parte clara do dia mais longa do ano (vale lembrar que estamos considerando o hemisfério Sul). Agora, quando ele passa pela linha do Equador, por volta do dia 22 de Março, tem ai o início do Equinócio de Outono, no qual a parte clara e escura do dia tem a mesma duração. Quando o Sol aparece perpendicular sobre o Trópico de Câncer, dia 22 de junho, temos ai o Solstício de Inverno. Caracterizado pela parte escura do dia mais longa do ano. E por último, mas não menos importante, temos o Equinócio de Primavera que ocorre por volta do dia 22 de Setembro, e assim como o Equinócio de Outono, tem a parte clara e escura do dia com a mesma duração.

Esperamos que continuem visitando o nosso blog, estamos “salsisfeitos” com o número de visitas no blog. Comentar não quebra do dedo de ninguém, então vai em frente. Esta é a nossa terceira postagem e esperamos que vocês estejam gostando. Se não estiverem não podemos fazer nada a não ser deletar o blog e ficar sem pontos na matéria. Agradecemos a presença e audiência. Até semana que vem.

O leitor Matheus pergunta se tem como as postagens passarem a ser semestrais. Resposta. Caro leitor, o blog não aparece na sua tela sozinho, se não gosta é só não visitar. Kael diz que quando lê o blog precisa usar um dicionário. Resposta. Precisa de resposta? Evandro diz que apesar do péssimo Português, o blog está bom. Resposta. Sua crítica não é válida, você é professor de História, não de Português.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Bom Xibom, xibom, xibom bombom.

Bom, devido ao sucesso a nós garantido pela primeira postagem deste blog, e pedidos para irmos em frente com o nosso projeto. Resolvemos dar continuidade nesta obra que é mais interessante do que as curvas de Oscar Niemeyer. Movidos pelo desejo de “Geografar”, vamos, sem mais delongas, entrar de fato no assunto pelo qual nós nos empenhamos para montar este manuscrito geográfico.
As rimas criativas da nossa musa Cláudia Leite são, um tanto quanto, inspiradoras. E movidos por esta inspiração procuramos, minuciosamente, mais músicas com a Geografia explícita. Usamos da ferramenta universal dos nerd’s de plantão, o Google, para pesquisarmos letras e mais letras. Até que, como num passe de mágica, o cursor do mouse começou a tremer na tela como se dançasse uma música de axé. Vimos ali a nossa nova obra prima.
Não está entre as sete, mas o grupo As Meninas é uma maravilha. Composto até então por “garotas”, este grupo entra no nosso estudo, porque essas beldades foram capazes de introduzir a Geografia na música brasileira. A Matéria em questão não é só física, mas também humana. Elas, com o sucesso, Xibom Bombom comprovam essa afirmação. Vejamos a letra.


Analisando
Essa cadeia hereditária
Quero me livrar
Dessa situação precária...
Onde o rico cada vez
Fica mais rico
E o pobre cada vez
Fica mais pobre
E o motivo todo mundo
Já conhece
É que o de cima sobe
E o de baixo desce... ”




É sobre esse trecho autoexplicativo que realizaremos o nosso novo estudo sobre uma nova perspectiva. Desde quando estamos nesta “situação precária”? A sim, estamos nela desde que a elite começou a fazer leis para a elite. E quando isso começou? Começa a partir das Revoluções Liberais Burguesas. Como sabemos disso? Por causa do professor Evandro Albuquerque de Andrade (que pediu para não ser identificado).
Voltando a burguesia. Justamente, o fato de vivermos em uma sociedade, onde “o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre”, não é o de que o “de cima sobe e o de baixo desce”. E sim da burguesia ter tomado o poder, e a partir daí ter feito leis que beneficiariam a ela mesma. E isso foi passando de geração burguesa para geração burguesa e continua sendo assim e assim será.

OS LEITORES PERGUNTAM AOS BLOGUEIROS.

“E como eu faço para mudar essa situação se eu não nasci em berço de ouro?”

Cobre dos políticos que nós elegemos e tudo dará certo. E se você acredita nisso, acredite também em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.
Faça como nós querido leitor, estude, faça a diferença e vai à luta. Só assim você será capaz de mudar de vida. E assim vai conquistar aquilo que você quiser, desde que você tenha noção do tamanho do seu sonho. Qual o seu sonho? Seu esforço será proporcional ao tamanho dele.
E para terminar, um agradecimento. Nós gostaríamos de agradecer os blogueiros que leram e comentaram sobre a primeira postagem (só o Gustavo Vieira fez isso). No mais é só, se gostou bem, caso contrário amém. Semana que vem tem mais, não percam. E se perderem, não estarão perdendo nada. Beijo na bunda e até quinta.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A GEOGRAFIA ESTÁ...

O que você faria caso o seu professor de Introdução a Ciência Geográfica lhe pedisse para montar um blog com esse tema? É isso mesmo, o nosso professor Carlos Eduardo Santos Maia (que pediu para não ser identificado) fez desta pergunta o tema para o nosso trabalho. Ora, há várias maneiras de respondê-la, e elas se diferem de acordo com o tipo do aluno que compõe o trabalho. Assim temos:

O aluno CDF
Esse com certeza vai falar que ,assim como a Matemática, a Geografia está em tudo. Segundo ele “o paradoxo do complexo da teoria da relatividade” levaria a uma ordem cosmológica e cronológica a fim de que o ser humano interaja de forma condicional com o meio em que vive. Fazendo dele uma espécie de estufa, na qual, observa todos os espaços e acontecimentos relacionados, não só com as interações que aqui existem, mas também com “o movimento de translação que faz a terra girar”.


O aluno Esportista
Não é surpresa para ninguém que esse tipo de aluno diga que a Geografia está nos esportes. A primeira comparação que ele faria é a de que, assim como os planetas, as bolas dos mais diversos tipos de esporte (com exceção do Futebol Americano) são redondas. Nosso ás do esporte lembraria que cada nacionalidade é reconhecida por um esporte. Os brasileiros pelo futebol, os chineses (ou japoneses) pelo tênis de mesa, os Quenianos pelo velocismo e os argentinos pelo balé por exemplo. Enfim mostraria para nós a grande gama de esportes e a suas origens, relacionando tudo isso com a Geografia.

A aluna Patricinha
A sim, essa mostraria que a Geografia está em vários lugares, mas sobre tudo nos shoppings. Ora, esses locais são perfeitos para uma aula de Geografia. Onde mais você poderia ter uma aula de como os produtos estrangeiros são infinitamente mais caros do que os nacionais? Sem falar que o shopping também oferece cursos diversificados, ensina, por exemplo, a não confiar nas imagens (meramente) ilustrativas das bancas de fast food, ensina a não acreditar na vendedora quando ela fala “ficou perfeito em você”. Nada mais a declarar a nossa amiga terminaria o seu trabalho jurando de pé junto que sim, a Geografia está nos shoppings.

O aluno do Fundão
Bem. Esse se esquecerá de fazer o trabalho.


Mas diferente de tudo o que você já viu, nós nos mostramos alunos inovadores a ponto de mostrar que a Geografia pode estar, não só em lugares ou em situações exóticas, como também na MÚSICA. Isso mesmo. Talvez você nunca tenha reparado, mas as músicas estão repletas de significados geográficos. Alguns de forma explícita, outros nem tanto. E o melhor de tudo é que a nossa querida Geografia é tão eclética quanto os dj’s de festas de 15 anos, que tocam desde Balão Mágico a Gaiola das Popozudas.

E para começar bem vamos de carona nas músicas dela que é a princesinha da Bahia e também pirada nas bolinhas de sabão, Cláudia Leite. Essa sim é uma exímia representante das cantoras favoritas dos Geógrafos brasileiros. Ela atinge ao cume de sua “geograficidade” com a música Insolação do Coração que diz o seguinte:

“Vai, vai, vai!
Fica aqui meu avião
Vem, vem, vem!
Que o Brasil não tem vulcão
Vai, vai, vai!
Suba aqui na minha moto
Vem, vem, vem!
Aqui não tem terremoto...”








Com certeza Claudinha você está correta nas suas ponderações. De fato o nosso país não sofre, de forma considerável, com esses fatores endógenos criados pela movimentação das placas tectônicas. Vejamos o porque.

Abaixo da crosta terrestre existem placas gigantescas que se movimentam devido a uma pressão magmática nelas empregadas. Esses movimentos possuem três classificações: Podem ser CONVERGENTES, DIVERGENTES ou TANGENCIAIS. Deste modo abandonaremos o pressuposto de que nossos leitores já possuem esse conhecimento, e vamos explicar cada um destes movimentos.

CONVERGENTE - Como mostra a figura (momento para observar a figura), este movimento se caracteriza pelo fato de uma placa ir de encontro à outra. Ele é o principal responsável pelos terremotos bem como pela formação de cadeias montanhosa.



DIVERGENTES – Voltando à figura (outro momento de ver a figura), vê-se que este movimento é caracterizado pelo afastamento das placas, as fissuras formadas por esse deslocamento oposto liberam grande quantidade de magma, formando assim, os vulcões.



TANGENCIAIS – Este movimento caracteriza-se pela movimentação pareada das placas (tempinho para a última olhada na figura). Tal movimento também é responsável por grandes tremores de terra.



Conhecendo melhor os movimentos tectônicos entendemos o porque do Brasil não ter nem terremotos, nem vulcões. Certo? Errado, não basta entender como funcionam esses movimentos para justificar a ausência desses fenômenos no nosso país. Porém a justificativa é simples e objetiva. Não os temos porque estamos basicamente no centro de uma placa tectônica, longe dos tremores ou fissuras.